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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um Refrão pra Recomeçar

Roberta Campos / Heitor Branquinho


Para quem procura o meu amor
Uma pitada de sal
Um sol pra tirar toda água da poça
Um passo a frente pra eu saber
Que existe muito mais
Que existe muito mais
De mim em você

Um refrão pra recomeçar
Um refrão pra recomeçar
Depois do fim

Para quem procura o meu amor
Açúcar nunca é demais
Lilás pra deixar toda a casa mais viva
Saída para toda implicação
Pois depois de tudo a gente quer
Pois depois de tudo a gente só quer
É ficar bem

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Esta é minha letra mais recente e também minha primeira parceria com a Roberta Campos. Surgiu de um post dela no Twitter em que dizia somente assim: um refrão pra recomeçar…
Então desenvolvi a letra e enviei ao e-mail dela. Não se passou nem uma semana e a música já estava pronta e lindíssima. Ficou uma canção arrebatadora, muito gostosa. Ainda não tenho uma gravação de qualidade para postar, mas assim que tiver, posto também aqui.
É um grande prazer ser parceiro da Roberta, cantora e compositora que muito admiro e que tem conquistado seu espaço no meio musical merecidamente.
Para quem quiser conhecer mais do trabalho dela, veja em seu site: www.robertacamposoficial.com.br

Não vão se arrepender!

Abraços…

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P.S: Sei que o blog não está sendo atualizado constantemente, mas é que também não tenho resistido às mudanças tecnológicas. Quem quiser acompanhar mais sobre minha carreira, só procurar no Facebook e no twitter @heitorbranquin. Mas pretendo não dar o golpe de misericórdia no blog, que já tem uma grande bagagem e fica sendo mais um ponto oficial. Abs!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

LEONOR

"Em 1764, Leonor, seus três filhos e também seus netos, de "geração carijó", ancorando-se nessa legislação, requereram ao governador, em Ouro Preto, para serem "libertos e isentos da escravidão em que se achavam", sob o domínio de Domingos de Oliveira, que os mantinha cativos, maltratando-os e infringindo "rigorosos serviços e pancadas". Feitas as averiguações, o governador ordenou que uma escolta fosse libertar os carijós, procedendo contra aqueles que colocassem quaisquer embaraços."


RESENDE, Maria Leônia Chaves de; LANGFUR, Hal. "Minas Gerais indígena: a resistência dos índios nos sertões e nas vilas de El-Rei". Revista Tempo, 23. Revista do Departamento de História da UFF.
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LEONOR

Seu pranto de dor
Por causa tão justa
O passado lhe custa
Vida melhor

Dourado que brilha
Na mente ganância
Ceifa infância
Talha famílias

Raízes de um povo
Que muito sabia
Cativos de outrem
Jamais poderia

Tão só, carijó
Sequer desistia
De sua alforria
Libertas aos seus

O que de direito
A lei garantia
Nem sempre valia
Naquela corrida

Mas de valentia
Fez sua esperança
Cunhando no tempo
Que a história avança

Heitor Branquinho
04/agosto/2010

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não conheço do mundo
Não conheço de mim
Do pouco que sei
Trago vagas lembranças

De abraços que me envolveram
Sentimentos que trouxeram arrepios
Beijos que tornaram o silêncio
algo tão agradável quanto uma sinfonia

Falo pouco sobre as nuvens
Elas mudam tanto ou mais rapidamente do que eu
Das estrelas, carrego o brilho em meu olhar
quando avisto o que me faz de noite

Volto muito atrás
Quando acredito sinceramente em meus erros
ou quando meu coração aperta o freio
e diz que a razão não pode gritar mais alto

Todo salto precisa de um colchão
Todo corpo precisa de descanso
Não adianta nada atitudes bravias
Quando é necessário ser manso

A remo, a vida segue conforme nossos braços
E fica mais leve quando dividimos o peso

Eu rezo,
mais quando estou aflito
Não minto que tenho fé a todo instante

Eu sinto
E sigo a intuição
balanceando com os prazeres que ainda dependo

Tento irradiar amor
Mas muitas vezes falho.

Buscar a compreensão, a aceitação,
dar e receber o perdão
Já me deixa bem mais perto do céu
Que do chão

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lampejo

De Três Pontas a pé
Eu vou remando
Nas ondas da vida eu vou
Contando os anos

A amizade eu descobri numa canção
Ou numa esquina dividindo o mesmo pão

Eu vi num banco de domingo
um par de corações
Vi outras vidas
Assistiam televisões

Peço a Deus pra perdoar quem não perdoa
Amar o irmão no dia-a-dia (às vezes) atordoa

Fora o que vejo, o que tenho e o que desejo
O que sinto vem mais forte e de lampejo

E ainda tem quem diz que a vida não tem graça
É porque não vive!
Por aqui só passa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

INDECISÃO

Ah indecisão!
Que me interpela
a toda hora.

Faz com que hoje não
deixe meu tempo
jogado fora.

No quando em que me perco
Por não saber onde ir
Na volta em que soberbo
Deixo-me resumir.

Num passo em que calado
Me faço escutar
Num braço em que amado
Possa sozinho ficar

No rastro de um ponteiro
Certeiro eu possa ser
Vazia a tempestade
No estio vou colher

Regresso na dança cigana
A gana de voltar
Em contundência se inflama
Meu solitário sonhar.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Notícias Poético-matutinas

Já são nove e quinze
A prazo ainda acordo
Penso na Argentina
E logo me vem o Brasil

Sinto que a manhã se abriu
E o sol já vai bem alto
O cheiro do café logo vai me despertar
como um guindaste

Os embustes do senado
As mortes nos viadutos
A alta do dólar
O clima em Pernambuco

A reforma na Língua Portuguesa
A que ontem me invadiu
Um cleptomaníaco que só não foi preso
porque tinha muito dinheiro.

Paulo César Pinheiro
Bastos, Brant, Borges, Blanc
Chico e Caetano
Ainda preciso viver muitos anos!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pra Fisgar um Coração

Pra cair nessa armadilha
De ser só seu
É preciso muito mais que anzol
Mais que cerol
Mais que alçapão

Pra fisgar um coração
É preciso astúcia
Não só uma casa de bonecas
Não só ursinhos de pelúcia
Nem só um doce

Pra dizer que trouxe a alma limpa
É preciso muito mais que alma
Ter a palma aberta
A palavra certa
A mente alerta

--

Feito no Politeama Sarau Diverso, dia 14 de abril de 2009.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Cálido


Não precisa fingir que sim
Você não tem mais saudade de mim
Você não tem mais saudade de nós

Isso - eu já sei - é mentir
E não combina com seu tom de voz

O tempo passou
E hoje dói bem menos.
Não secou,
Caminha com passos pequenos.

Para aparar as arestas
Não adiantam as festas
Não adiantam os mantras

Para limpar o âmago
Vivo sôfrego
Sigo cálido

quarta-feira, 4 de março de 2009

Cartões Postais

Guardei os cartões postais para que eu não mais os visse
Guardei todas as emoções para que eu não mais sentisse
Como ainda estavam dentro de mim todos os momentos
Mesmo os distantes

Tentei guardar as mágoas de sofrer calado
Tentei sofrer menos pra não ficar magoado.
De nada adianta eu querer me reservar

Tento me guardar mas fico cada vez mais gelado
e meu sofrimento fica cada vez mais estampado.
Quem me vê não consegue compreender enfim

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tenham Fé!

Cada vez mais me decepciono com as pessoas
Elas soam quase nada
E muito
Elas fazem barulhos sem sentido
E não sentem

As pessoas hoje não precisam de cultura
Elas aturam o mundo só com dinheiro
Os cheiros?
Elas não sentem mais
Só respiram

Pirar?
Faz parte do dia-a-dia
e leva o chique nome de stress
Press the button and stop

O pop não é pop
Mas domina o mundo
Nem o papa é
Tenham fé!

Feito no Politeama Sarau Diverso, 16 de dezembro de 2008.
São Paulo – SP - Brasil

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sem Títulos 1

Dou uma cuspida de café do quarto andar
Ando cada vez mais lento pelo apartamento
Aperto as tarrachas até ficarem bambas
E faço sambas como o século XXI não me permite

Sou solto e me prendo
Sou só e não me rendo (mas gostaria!)

Voo em pensamentos e tudo se concretiza
mas nunca sei quando
nem se serão ao pé-da-mente.

odeio mentiras
não trazem benéfice
omissão é diferente
nem tudo é preciso estar frente aos olhos.

minha música tem cheiro de jardim
meu disco tem cor de inverno
Sou terno e vermelho
sou preto

Acho que o tempo deveria esquentar!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Afeto


Eu quero menos
Afeto
Eu quero menos
Afeto
Eu quero menos

É tão fácil ser calmo e intenso
É tão leve ser mais rock`n`roll
É tão pobre ser rico na Terra
É uma merda ser tão forte

Eu quero perder
Quero achar
Eu quero tempo pra comemorar

Quero muito mais camarim
Quero muitos mais degraus
Não quero você nem a pau!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ô espinha no nariz, me deixa ser feliz!

A vontade de casar chegou não somente pela ponta
mas também pelo lado direito.
Entrou por dentro e bateu forte.
GOL!!!
Eu a pus e inflamou.
Era tanta vontade que fui parar no hospital.
Nada mal!

Minha avó já me dizia sobre uma vizinha.
A vontade dela foi tamanha que não durou muito tempo.
Apertou demais.
Aportou do lado de lá no fim da tarde
sem marido, sem casa, sem nada.
É assim pra quem vai.

O que as vezes a gente acha que:
- Não é nada!
Pode ser profundo
O que as vezes a gente acha que:
- É absurdo!
Pode ser um mundo.

A gente as vezes sai correndo e bate o nariz na porta.
As vezes é a "porta" que bate no nariz.
BIS?
- "Você está feliz?"